Bom, vou tentar fazer um resumo básico da segunda semana em Coimbra, antes que as coisas resolvam me atropelar por si mesmas! Após o passeio à Quinta das Lágrimas, voltamos a fazer turismo, a fim de mostrarmos à cidade a um amigo da Ju em uma tarde!!! Corremos feito loucos… Embora às segundas-feiras muitos lugares legais estejam fechados, conseguimos aproveitar para conhecer alguns que ainda não tínhamos tido a oportunidade. Um deles foi a Biblioteca Joanina, da qual eu não tenho fotos ainda, porque não é permitido (mas como todo brasileiro dá um jeitinho, o amigo da Ju ficou de nos enviar). Sua construção data do início do século XVIII e seu interior, assim pudemos ver, conta com muitos recursos brasileiros: nossa madeira, nosso ouro, nossa história contada nos livros… Passamos um bom tempo conversando com o senhor que nos abriu a porta e fez questão de salientar que não era recepcionista, mas que era um adorador da História. Segundo ele, ao saber que somos brasileiras, podíamos nos sentir em casa, apesar da distância, pois estávamos conhecendo parte da vida dos nossos antepassados. E era assim mesmo que nos sentíamos e que nos reconhecíamos. Ele nos contou que a Biblioteca Joanina conta com 200 mil publicações, armazenadas cuidadosamente pois alguns datam do século XVI, sendo que somente 40 mil páginas de todas essas publicações estão digitalizadas… Imaginem o tanto de trabalho que falta ainda! Perguntamos imediatamente se esses livros estão disponíveis para consulta e ele nos disse que, mediante autorização adquirida na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, para pesquisadores e estudiosos de algum tema específico que possa ser encontrado dentre as obras da Biblioteca Joanina, há sim a possibilidade de consulta. É claro, há todo um processo para a retirada desses livros. É preciso solicitar com três dias de antecedência, para que eles possam ser transportados em veículos especiais, livres da luminosidade e umidade do ar, visando mesmo a sua preservação, até a biblioteca geral. Após o uso, o livro volta ao seu lugar de origem. É uma biblioteca cheia de pompas e que, apesar de ter sido construída como um projeto do rei D. João V de reforma dos estudos universitários, a Biblioteca Joanina é reconhecida como uma das mais originais e espetaculares bibliotecas barrocas da Europa. E tem um quadro enorme do rei ao fundo, é claro. No caminho da Biblioteca, passamos pela faculdade de Direito que, junto com a de Medicina, é uma das mais antigas da Universidade. Já falei o quanto eu fico fascinada ao pensar na quantidade de estudiosos e mentes brilhantes (outras nem tão brilhantes assim, provavelmente) passaram por esses lugares desde que a Universidade foi criada, não é? Acho que posso me tornar repetitiva sobre esse assunto!
Continuamos a semana intensamente, resolvendo as questões pendentes, procurando uma atividade física qualquer que encaixasse nos nossos horários (e eu encontrei dois lugares para fazer dança do ventre, só os horários que não ajudam, porque às 21h os autocarros, ou ônibus, aqui ficam raríssimos)… Na terça, encontramos o Francisco, o Léo e a Taís (os dois primeiros, colegas do mestrado - colombiano e brasileiro, respectivamente -, e a Taís, amiga do Léo) e finalmente pudemos comer um Bacalhau à Gomes de Sá! Muito giro, pá! Durante a sobremesa resolvemos que íamos viajar no dia seguinte a duas cidadezinhas próximas: Conímbriga, pela manhã, e Buçaco pela tarde.
A atração de Conímbriga, consiste basicamente no sitio arqueológico e o Museu de Conímbriga. Mais uma atracão turística para apaixonados por Historia como eu. Simplesmente foram encontradas evidências arqueológicas nas ruínas de Conímbriga que datam do século II a.C!!! O mais incrível foi poder fechar os olhos e imaginar como era aquele povoado, as pessoas que vivam ali… As cores dos mosaicos ainda se mantém depois de mais de 2000 anos!!! São ruínas romanas, por isso pudemos ver bem o estilo de arquitetura e vida deles naquela época: termas, aquedutos, pilares, jardins… Em alguns pontos, tentou-se reconstituir mais ou menos como seriam na realidade aquelas construções originalmente. O museu revela objetos dos mais variados, referindo-se à vida cotidiana, agriculura, armas, higiene, pesca, carpintaria, etc, encontrados durante as escavações, iniciadas desde 1899.
Almoçamos em Coimbra e partimos para a segunda aventura do dia. Tudo isso de autocarro intermunicipal mesmo, superbarato (coisa de 2 ou 3 euros cada passagem)… Próxima parada era Buçaco ou Bussaco ou Bussacos, como a Ju apelidou… Na verdade, encontramos escrito com SS e com Ç, mas é no singular mesmo. Em Buçaco, está localizada a Floresta Nacional de Buçaco, que dissimula um antigo palácio real construído no século XIX. O percurso era grande e não teríamos tempo de fazê-lo completamente antes do horário do ultimo autocarro que retornava à Coimbra. Então, escolhemos alguns pontos e corremos para conhecê-los (considerando que passamos a maior parte do tempo “babando” em volta do palácio real que hoje foi transformado no Buçaco Palace Hotel e não permite visitas para não incomodar os hospedes). Assim, conhecemos algumas fontes e a Porta da Rainha. Mas o ponto alto mesmo foi o hotel-palácio e seus jardins floridos, lindos… Sentimos muito não podermos entrar para conhecer por dentro, mas até tentamos dar uma espiada. Não faço ideia de quanto custa uma diária naquele lugar, mas não deve ser nada barato, pois é um dos mais luxuosos e tradicionais de Portugal. Mas, sem dúvida, é um conjunto arquitetônico único no mundo! Exuberante e cheio de detalhes!
Na sexta à noite, resolvemos ir ao teatro assistir aos Encontros Mágicos! Na verdade foi a gala do Festival Internacional de Magia que aconteceu aqui em Coimbra entre 16 e 21 de Setembro. Durante a semana, houve mágicos de rua , provenientes de todas as partes do mundo, em vários pontos da cidade. No fim de semana, um momento especial, com alguns artistas no palco do teatro académico Gil Vicente. E lá fomos eu e a Ju! Passamos o espetáculo inteiro impressionadas, querendo a todo custo descobrir o que havia por trás dos truques, pois mesmo tão de perto (estávamos na terceira fileira) não conseguíamos perceber a sutileza e rapidez dos seus atos! Mas é aí que está a magia, em estimular a imaginação das pessoas!!! Até tentei tirar fotos, filmar, etc, mas não consegui. Se eu não prestasse atenção, perderia tudo! Os detalhes são importantes nessas horas! Valia a pena mesmo para quem não gosta de circo. Aliás, havia gente de todas as idades, ainda bem! Isso mostra que a capacidade e o desejo de imaginar permanecem vivos mesmo com o passar do tempo… Basta estarmos atentos!
Para fechar a semana e comemorar o fim do verão resolvemos que íamos passar o sábado em Figueira da Foz, aqui pertinho também, a cidade com praia mais próxima de Coimbra. Ótima ideia, se não tivesse amanhecido um dia nublado, ameaçando chover. Insistimos assim mesmo. Resultado: vamos ter que voltar lá, porque o verão foi embora um dia antes por aqui. Nem Fomos à praia, tomamos chuva e todos os pontos turísticos que fomos visitar estavam fechados e só abririam à tarde. Almoçamos e voltamos para casa em Coimbra… Quando chegamos, encontramos ele: o Sol! E mais tarde soubemos que o fim da tarde em Figueira da Foz foi também ensolarado! Tudo bem , não vamos desistir, na próxima vez conseguiremos ir á praia, ou melhor, à areia da praia, porque na água tenho certeza de que não consigo mais entrar, agora que é Outono!
Resumo grande esse, pra variar, não é? Bom, a partir de agora, tende a se tornar mais difícil que eu escreva tanto, pois vou ter que me dedicar a escrever outras coisas: o meu projeto de mestrado, por exemplo! Na próxima, conto a vocês um pouco sobre a faculdade, as aulas e os meus novos colegas… E, é claro, sobre toda e qualquer viagem que surgir no meio do caminho!
Continuamos a semana intensamente, resolvendo as questões pendentes, procurando uma atividade física qualquer que encaixasse nos nossos horários (e eu encontrei dois lugares para fazer dança do ventre, só os horários que não ajudam, porque às 21h os autocarros, ou ônibus, aqui ficam raríssimos)… Na terça, encontramos o Francisco, o Léo e a Taís (os dois primeiros, colegas do mestrado - colombiano e brasileiro, respectivamente -, e a Taís, amiga do Léo) e finalmente pudemos comer um Bacalhau à Gomes de Sá! Muito giro, pá! Durante a sobremesa resolvemos que íamos viajar no dia seguinte a duas cidadezinhas próximas: Conímbriga, pela manhã, e Buçaco pela tarde.
A atração de Conímbriga, consiste basicamente no sitio arqueológico e o Museu de Conímbriga. Mais uma atracão turística para apaixonados por Historia como eu. Simplesmente foram encontradas evidências arqueológicas nas ruínas de Conímbriga que datam do século II a.C!!! O mais incrível foi poder fechar os olhos e imaginar como era aquele povoado, as pessoas que vivam ali… As cores dos mosaicos ainda se mantém depois de mais de 2000 anos!!! São ruínas romanas, por isso pudemos ver bem o estilo de arquitetura e vida deles naquela época: termas, aquedutos, pilares, jardins… Em alguns pontos, tentou-se reconstituir mais ou menos como seriam na realidade aquelas construções originalmente. O museu revela objetos dos mais variados, referindo-se à vida cotidiana, agriculura, armas, higiene, pesca, carpintaria, etc, encontrados durante as escavações, iniciadas desde 1899.
Almoçamos em Coimbra e partimos para a segunda aventura do dia. Tudo isso de autocarro intermunicipal mesmo, superbarato (coisa de 2 ou 3 euros cada passagem)… Próxima parada era Buçaco ou Bussaco ou Bussacos, como a Ju apelidou… Na verdade, encontramos escrito com SS e com Ç, mas é no singular mesmo. Em Buçaco, está localizada a Floresta Nacional de Buçaco, que dissimula um antigo palácio real construído no século XIX. O percurso era grande e não teríamos tempo de fazê-lo completamente antes do horário do ultimo autocarro que retornava à Coimbra. Então, escolhemos alguns pontos e corremos para conhecê-los (considerando que passamos a maior parte do tempo “babando” em volta do palácio real que hoje foi transformado no Buçaco Palace Hotel e não permite visitas para não incomodar os hospedes). Assim, conhecemos algumas fontes e a Porta da Rainha. Mas o ponto alto mesmo foi o hotel-palácio e seus jardins floridos, lindos… Sentimos muito não podermos entrar para conhecer por dentro, mas até tentamos dar uma espiada. Não faço ideia de quanto custa uma diária naquele lugar, mas não deve ser nada barato, pois é um dos mais luxuosos e tradicionais de Portugal. Mas, sem dúvida, é um conjunto arquitetônico único no mundo! Exuberante e cheio de detalhes!
Na sexta à noite, resolvemos ir ao teatro assistir aos Encontros Mágicos! Na verdade foi a gala do Festival Internacional de Magia que aconteceu aqui em Coimbra entre 16 e 21 de Setembro. Durante a semana, houve mágicos de rua , provenientes de todas as partes do mundo, em vários pontos da cidade. No fim de semana, um momento especial, com alguns artistas no palco do teatro académico Gil Vicente. E lá fomos eu e a Ju! Passamos o espetáculo inteiro impressionadas, querendo a todo custo descobrir o que havia por trás dos truques, pois mesmo tão de perto (estávamos na terceira fileira) não conseguíamos perceber a sutileza e rapidez dos seus atos! Mas é aí que está a magia, em estimular a imaginação das pessoas!!! Até tentei tirar fotos, filmar, etc, mas não consegui. Se eu não prestasse atenção, perderia tudo! Os detalhes são importantes nessas horas! Valia a pena mesmo para quem não gosta de circo. Aliás, havia gente de todas as idades, ainda bem! Isso mostra que a capacidade e o desejo de imaginar permanecem vivos mesmo com o passar do tempo… Basta estarmos atentos!
Para fechar a semana e comemorar o fim do verão resolvemos que íamos passar o sábado em Figueira da Foz, aqui pertinho também, a cidade com praia mais próxima de Coimbra. Ótima ideia, se não tivesse amanhecido um dia nublado, ameaçando chover. Insistimos assim mesmo. Resultado: vamos ter que voltar lá, porque o verão foi embora um dia antes por aqui. Nem Fomos à praia, tomamos chuva e todos os pontos turísticos que fomos visitar estavam fechados e só abririam à tarde. Almoçamos e voltamos para casa em Coimbra… Quando chegamos, encontramos ele: o Sol! E mais tarde soubemos que o fim da tarde em Figueira da Foz foi também ensolarado! Tudo bem , não vamos desistir, na próxima vez conseguiremos ir á praia, ou melhor, à areia da praia, porque na água tenho certeza de que não consigo mais entrar, agora que é Outono!
Resumo grande esse, pra variar, não é? Bom, a partir de agora, tende a se tornar mais difícil que eu escreva tanto, pois vou ter que me dedicar a escrever outras coisas: o meu projeto de mestrado, por exemplo! Na próxima, conto a vocês um pouco sobre a faculdade, as aulas e os meus novos colegas… E, é claro, sobre toda e qualquer viagem que surgir no meio do caminho!
2 comentários:
Oi, Ca!
Antes de mais nada, quero dizer que me sinto muito orgulhoso e lisonjeado de fazer parte do seu blog.
Depois, só para dizer que o bacalhau (delicioso) que comemos chama bacalhau a braz, e não Gomes de Sá.
Por último, sugiro que você escreva um texto sobre o seu João, do restaurante... merece, não merece?
Beijos, te vejo amanhã na faculdade (hahaha), Leo
Obrigada, Léo! Eu sempre confundo os nomes desses pratos... Mas no fim das contas, é tudo uma delícia! hehehe bjos
Postar um comentário