domingo, 17 de agosto de 2008

Algumas coisas nunca mudam...

Desde o início deste mês, além de tentar colocar tudo em dia para a viagem, tenho tido a oportunidade de rever pessoas muito importantes pra mim. Continuo pensando que despedidas não são o meu forte, mas esses reencontros têm sido fortalecedores! Aproveito, então, para expressar o meu agradecimento a esses personagens, amigos de uma vida ou mesmo de alguns dias, mas que se tornaram em mim peças insubstituíveis.
Cerca de quinze ou dezesseis anos atrás, conheci uma turminha que me acompanhou em momentos incríveis, confusões, descobertas, lágrimas, sorrisos, vitórias, "derrotas", cansaço, euforia, surpresas, tristezas, alegrias, abraços, companheirismo, AMIZADE...
Tive o prazer de viver diariamente com essas pessoas durante seis anos, compartilhando infância e adolescência, fases únicas das nossas vidas. Lembro das tardes e noites que passávamos, fosse na escola ou nas casas uns dos outros, ensaiando coreografias (fossem pros festivais de dança, para as feiras das nações, para as apresentações das Spice Girls Cover, ou simplesmente porque amávamos inventar uma desculpa pra fazer isso!), "estudando", assistindo a filmes de terror (e morrendo de medo pelo resto da semana), sonhando com o dia em que encontraríamos com nosso Backstreet Boy favorito (e sendo infernizadas pelos meninos por causa disso), tomando sorvete antes das aulas de daança (e pra variar, o sorvete derreria e eu chegava toda "suja" na aula), preparando festas surpresa, inventando artes e brincadeiras. Éramos colegas, amigos, vizinhos... Juntos, éramos imbatíveis: Gisa, Tamy, Pri, Lua, Day, Nara, Géo, Liu, Mila, Lucas D., Lucas A. Rafa, Dan, Neto, Israel, Davi, Igor, etc (perdoem-me se faltou algum nome, afinal, éramos uma turma grande...). Muitos de nossos pais eram também amigos!
O tempo foi passando, a gente foi crescendo, e chegou o momento de nos separarmos... Na verdade, lembro-me de ter sido uma das primeiras a ser "obrigada" a fazer isso. Dias de "luto", em que jurava que não faria nenhum amigo na nova escola nem no novo bairro em que iria morar, e que chorava todos os dias por ter que me separar dos amigos que estiveram ao meu lado por tanto tempo (principalmente quando ouvia "Goodbye" das Spice Girls). Ficava imaginando tudo o que eu deixaria de viver com eles nos próximos anos do ensino médio. Mas, no fundo, eu sabia que a gente encontraria um jeito pra tudo isso.
Realmente precisei mudar de escola e essa não foi uma experiência agradável: eu estava resolvida a odiar a tudo e a todos (como se isso fosse mesmo possível pra mim). Embora eu mantivesse essa postura introspectiva por um tempo, logo me aproximei de algumas pessoas e juntas assumimos responsabilidades e construimos um relacionamento que me ajudou a "sobreviver" naquele ano. Continuei a frequentar os eventos e a marcar encontros com a minha turminha do antigo colégio, a fim de não perdermos o contato e de que eu pudesse me sentir mais próxima da rotina deles. Mas a essa altura, eu já tinha me rendido um pouco: encontrei mais uma alma parecida com a minha (Allie). Compartilhávamos os mesmos gostos, as mesmas dificuldades, os mesmos objetivos e a mesma raiva de estarmos longe dos nossos amigos. Assim, nos tornamos as únicas amigas verdadeiras, uma para a outra, naquele lugar. Tanto fizemos que conseguimos mudar de escola novamente (infelizmente, não conseguimos ir para a mesma, mas saímos de um lugar que chamávamos carinhosamente de "inferno"). Coisas de adolescentes...
Mais uma vez, eu me via tendo que recomeçar... Nova escola, novos colegas, novos amigos. Tudo novo, de novo. Só que o gelo havia se derretido um pouco, não havia mais a resistência de antes, pois eu tinha certeza de que nada era capaz de apagar tudo o que eu e meus amigos tínhamos vivido, muito menos o que a nossa amizade representava para cada um de nós. Assim, continuávamos mantendo contato sempre que possível (inclusive com Allie, aquela da alma parecida com a minha, que havia me ajudado a sobreviver no ano anterior e, mais ainda, se tornado amiga das minhas amigas de infância!). Foi mais um ano importante para mim, em que encontrei pessoas legais mas, por causa de problemáticas entre a escola e os professores que culminou numa demissão em massa após uma greve, optei por uma nova mudança. Foi nessa época que conheci Mi, ainda que seja difícil acreditar, no curso de inglês. Há alguém que tem um(a) grande amigo(a), que conheceu num curso de idiomas? Junte-se a nós! A identificação foi imediata e passamaos a partilhar nossos sonhos de conhecer o mundo, tardes e noites de planejamentos, pesquisas e conversa fiada... E, da mesma forma, ela foi aos poucos se tornando amiga dos meus amigos.
Bom, voltando à mudança, milhares de questões passavam na minha cabeça naquele momento: "pra onde eu vou? o que faço agora? estou perto do vestibular, vou acaber perdendo conteúdos de algumas disciplinas!". Só que eu já estava ficando boa nessa coisa de mudanças (mas, como também não sou boba, dei um jeito de ir pro mesmo colégio em que Allie já estudava; assim, facilitaria e muito a minha adaptação no último ano de escola. E eu não estava enganada: ela me ajudou a conhecer as pessoas, a pegar as matérias que ficaram atrasadas por causa da diferença de programas de uma escola pra outra, a passar as horas de tédio, e a relaxar nas horas de estresse pré-vestibular (e a enfrentar momentos difíceis também, como o final de semana em que os Bacstreet Boys vieram ao Brasil e não pudemos ir ao show! ficamos de luto na escola, lamentando, ouvindo as músicas).
Encontrei, assim, mais algumas almas parecidas com a minha... Amigos com quem, por incrível que pareça, apesar de termos dividido apenas um ano de escola, convivo até hoje, alguns deles, como irmãos. O ano passou, o vestibular também (infelizmente nem todos conseguiram atingir o objetivo na primeira tentativa, mas hoje estão todos muito bem encaminhados), mas nós ficamos. E formamos o BBF (uma sigla para Best Best Friend, o nome do nosso grupo - eu adoro essas coisas!): Zeca, Yoichi, Pri, Pedro (habbibi), Allie (habbiba, minha madrinha e afilhada na dança do ventre) e eu. Claro que os namorados(as) foram "agregados" e se tornaram parte de nós, principalmente Deia e Gigio, que participam sempre dos nossos momentos. Amigos que hoje me acompanham nas baladas, nas noites de filmes com pipoca e brigadeiro, no consolo em momentos de tristeza, na recuperação quando a saúde está abalada, nos cinemas, nos teatros, nos barzinhos, nos shows, nos sorvetes, nos sushis, undokais e bon odoris, nos aniversários, nas formaturas, nas confidências, nos conselhos, nas dúvidas, nas discussões, nas horas de nada pra fazer...
O tempo continuou passando, entramos pra faculdade, um novo mundo. Conheci mais gente, procurei entendê-las, procurei me entender (ainda estou tentando fazer isso), e nesse caminho encontrei amigas: Rol, Greice, Gisa Lopes, Lili. Essa parte do entender foi meio que sublimada (confesso ter sido um enigma por muito tempo), mas encontramos um ponto em comum, em que o sentimento falava mais do que as palavras. Vivemos dificuldades, aprendizados, conhecimentos, vitórias. Sempre na torcida pelo sucesso uma da outra e, mais do que isso, participantes ativas dessa jornada, somos hoje psicólogas (ou quase, né, Greice?). Não podia esquecer também dos bons companheiros, colegas e professores, que descobri durante o curso e que tornaram cada experiência mais importante para a minha construção enquanto profissional e ser humano (Jon, Ivã, Ingrid, Lai)...
Até que chegou o momento de enfrentar a vida de gente grande, encarar o mercado de trabalho. Ainda na faculdade, tive o prazer de conviver com pessoas maravilhosas, com quem aprendi muito sobre o que eu queria e o que não queria pra minha vida profissional. Algumas delas permaneceram presentes e hoje podemos nos considerar amigos: Tai, Regi, Gabi, Quel, Allison... Depois da graduação, a caminhada se tornou mais árdua e ainda mais indispensável. Porém, sempre encontrei alguém para caminhar aomeu lado e dessa vez não foi diferente. Amigos que levarei para a vida inteira: Isa, Dai, Gueu, Paty, Liu O., Liu A., Léo, Nara, Nora, Marquinhos, Tathi, Line, Sid, Déa... Tanta gente (ainda bem!).
É, o tempo não pára... Pensando nos personagens dessa retrospectiva, cada um seguiu o seu caminho. Uns se formaram, outros ainda estão na faculdade; uns viajaram, outros se estabeleceram; uns estão trabalhando, outros resolveram avançar nos estudos; uns casaram e tiveram filhos, outros compraram carro e apartamento; uns aparecem de vez em quando, outros aparecem todos os dias. Mas, no fim das contas, todos se encontram em algum momento, ainda que nas lembranças. Nas doces lembranças de um tempo que, apesar de não voltar, está sempre presente em cada um de nós.
E, em tempos de reencontros, voltei a ver aquela turminha. A mesma de quinze ou dezesseis anos atrás (uns a mais, uns a menos, mas todos unidos pelo mesmo sentimento). É bem verdade que Tamy e Gisa permaneceram no meu dia-a-dia (a primeira se tornou afilhada da minha mãe; da segunda, serei madrinha de casamento!), seja nos telefonemas, nos emails, nas visitas, nos cinemas (cada uma do seu jeito). Passamos uma noite inteira relembrando momentos... Desde puxões de cabelo, apelidos, armações e micos, a festas, roupas esquisitas, ídolos, prêmios, histórias dignas de qualquer seriado adolescente. Uma noite recheada não somente de lembranças, mas de emoções (pelo menos pra mim, que fui o motivo do tal reencontro surpresa), gargalhadas, abobrinhas, estrelinhas azuis e prateadas, e, acima de tudo, felicidade. Percebi, ao final daquela noite, que, apesar do tempo e do contato pessoal ter-se tornado mais raro entre alguns ultimamente, algumas coisas nunca mudam. Percebi que crescemos, aprendemos a enfrentar a vida, começamos a construir a nossa história, conhecemos novos amigos, mas que também somos os mesmos de antes, com as mesmas brincadeiras, os mesmos abraços, os mesmos olhares. E me senti feliz, por vê-los, por tê-los, por sê-los! Sim, porque somos um pouquinho de cada um dos que amamos e, por isso, vou levá-los aonde quer quer eu vá. Levarei vocês todos comigo: meus amigos, meus BBFs, habbibi e habbiba, os que estiveram, os que estão e os que estarão na minha vida para sempre. Amo todos vocês!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O melhor disfarce...

Está chegando o dia dos pais... Aproveito a ocasião para render uma homenagem justíssima ao meu, principalmente neste momento tão importante da minha vida, em que me verei diante do "tudo ou nada" (a famosa hora do "vamos ver!") e todo o aprendizado que acumulei até aqui será indispensável. Peço, então, licença especial ao dia dos pais (ao meu pai, mais exatamente), para dedicar esse post não somente a ele mas à toda a minha família, às pessoas efetivamente responsáveis pelo que sou.
Engraçado que quando somos crianças costumamos pensar que nosso pai é um super-herói, o maior e mais forte de todos, aquele que enfrenta o mundo pra nos proteger. E mais engraçado ainda é crescermos e percebermos o quanto isso era verdade! Da mesma forma, gostávamos de pensar em nossa mãe como super-poderosa, aquela que tudo sabe, tudo vê, tudo adivinha e, principalmente, tudo resolve. Mais uma vez, alguém nega que era verdade?
Foram sempre eles quem estiveram ao meu lado em todos os momentos. O primeiro sorriso, a primeira palavra, o primeiro passo, o primeiro banho de mar, o primeiro dia na escola, a primeira leitura, a primeira bicicleta... Lembro que a simples presença deles transmitia uma segurança indescritível! Mas eles não se conformavam com isso, participavam mesmo (sorte a minha)!
Lembro do meu pai segurando no banco da minha bicicleta rosa e branca, com cestinha na frente, é claro, no momento em que decidimos que eu estava pronta para retirarmos as rodinhas. Decidimos, não! Ele decidiu! Mas eu acreditei nele, porque nele eu confiava até de olhos fechados. E sabia que ele não me deixaria cair, mas se eu caísse, ele estaria lá para me ajudar. O mesmo aconteceu quando resolveu me ensinar a nadar (quantas foram as vezes em que me jogava na piscina de adultos para que eu voltasse nadando em sua direção?). O pai mais "coruja" quando lhe dizem "ela é a cara do pai". Como é possível sermos tão diferentes e tão parecidos?
Lembro da minha mãe, acompanhando todos os exercícios da escola, orgulhosa porque sua filha gostava tanto de ler que aprendera aos quatro anos de idade... E a filha que foi crescendo e se orgulhava de ter a mãe mais participativa da escola (mesmo enquanto trabalhava, ela assumia o clássico papel da mulher moderna que se desdobra em várias para atender a tudo e a todos)! Em todas as reuniões, todos os eventos, concursos e festivais, lá estava ela: era torcedora, espectadora, maquiadora, cabelereira, figurinista, simplesmente, mãe (a mais falante e a mais conhecida entre os professores)!
E não éramos somente três na história. Somos quatro, na verdade. Lembro do quanto pedia à minha mãe um irmãozinho. E ele veio (incrível, mas já faz 20 anos!). Parece que desde criança eu assumi o papel de irmã mais velha de forma veemente, como se tivesse nascido para isso. Queria cuidar dele o tempo inteiro, quando bebê. Depois, queria fazer com que ele simplesmente me obedecesse, fizesse tudo certinho... Não foi fácil, mas finalmente, me dei conta de que sou sua irmã (e não sua mãe!), que somos diferentes (graças a Deus!) e que todo o meu cuidado e preocupação eram símbolos do meu grande amor por ele. O simples desejo de que ele fosse feliz. Tá certo que, quando crianças, brigávamos feito cão e gato, mas também sabíamos brincar, imaginar e criar novos mundos juntos. Ai de alguém que se aproximasse dele com más intenções: precisava encarar a irmã mais velha primeiro! Hoje, nós crescemos e sabemos o quanto somos importantes na vida um do outro (assim espero, irmão!). Só que agora ele não precisa mais da minha defesa (também pudera, com a altura que Deus lhe deu! hehehe)
Considerando o espírito familiar desta data, aproveito o momento para agradecer sinceramente à minha família. Por me amarem, ensinarem, educarem, respeitarem, reclamarem, brigarem, por todos os momentos cuja importância só percebemos ao nos depararmos com situações que nos fazem lembrá-los. Obrigada por estarem sempre ao meu lado, por me fazerem compreender o que é Amor e Respeito, por cuidarem de mim quando não estou bem, por rirem comigo num momento de felicidade, pelos conselhos e pelas cobranças.
Sigo em frente, na certeza de que, independente do caminho, vocês estarão comigo. Seja através dos ensinamentos e valores que me transmitiram, seja através do amor e do mistério que nos une. O mistério que nos fez uns dos outros, mas não uns para os outros... Hoje, preparo-me para ir em busca dos meus sonhos, sabendo que vocês estarão aqui prontos para me amparar. Mas hoje quero caminhar com minhas próprias pernas, para aprender a tropeçar e levantar, chorar e sorrir, errar e acertar, sentir frio e sentir calor, rodar o mundo e voltar ao ponto de partida.
E volto, agora, ao ponto de partida: será mesmo que vocês (com licença, irmãozinho, refiro-me a nossos pais, ok? ;-) não são mesmo super-heróis? Aquele homem, tão alto, tão forte, para quem a gente sempre perguntava todos os porquês, que consertava todas as coisas que apareciam quebradas, que espantava todos os bichos dos quais tínhamos medo, que nos levava e pegava na escola todos os dias, que nos ensinava a mexer com argila... Aquela mulher de olhar tão carinhoso e exigente, que aparecia em todos os lugares, fazia milhares de coisas ao mesmo tempo, que sabia exatamente como e o momento de fazer a coisa certa, que nos ensinou a olhar, prestar atenção, a pensar, a questionar, a explorar...
E, de repente, como mágica, vocês se transformaram, ao nosso ver, em pessoas comuns, que cuidam de afazeres domésticos, trabalham, vão à igreja, assistem tv e tiram um cochilo depois do almoço, riem com o filme mais repetido do mundo... Continuam cuidadosos, amorosos, exigentes e preocupados, podendo às vezes até passarem por um tanto “exagerados” e “antiquados”. Entretanto, já crescidos, podemos ver, finalmente, que vocês eram e continuam sendo realmente super-heróis, mas que, no momento de permitirem que seus filhos aprendam a encarar a vida de frente, preferiram assumir seus respectivos disfarces, permanecendo sempre prontos para agir a qualquer momento... Obrigada, meus heróis. Amo vocês!

domingo, 3 de agosto de 2008

Faltam (?) 30 dias...

Encontros E Despedidas
Milton Nascimento E Fernando Brant

Mande notícias do mundo de lá
diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
quando quero

Todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
são só dois lados
da mesma viagem
O trem que chega
é o mesmo trem da partida
A hora do encontro
é também despedida
A plataforma dessa estação
é a vida desse meu lugar
é a vida desse meu lugar
é a vida...

É iniciado um novo momento. A partir de agora toda e qualquer situação é vivida como se fosse uma despedida... A primeira delas aconteceu quando oficialmente saí da empresa em que trabalhava: festa surpresa, discursos, cartazes, agradecimentos, lágrimas, abraços, emails, mais lágrimas, mais abraços... Olhares que dizem mais do que palavras, pessoas que expressam através do sorriso o quanto estão felizes pela minha conquista, torcendo pelo meu sucesso e, ao mesmo tempo, saudosas pela minha ausência. Previsões e profecias diversas: "você vai se apaixonar pelo lugar", "você vai se apaixonar por alguém", "você vai conseguir um emprego muito bom por lá", "você vai se casar", "você não vai querer mais voltar", "você vai voar", "você vai nos abandonar". Serão dois anos. Realmente muito pode acontecer, com todos, por aqui e por lá. Mas deixemos o futuro ao Deus dará! Assim coo há previsões de que não volto mais, há também aquelas que apostam que meu sucesso está garantido na minha volta: "Muitas portas estarão abertas pra você", "Estaremos todos te esperando", "Traga um noivo pra mim, junto com o seu"... Nunca tive facilidade com momentos de despedida e separação, fossem elas do tipo que fossem. Sempre preferi dizer até logo, até breve, até mais ver... Adeus é muito longe! Definitivamente, não gosto. Quero aproveitar cada momento, cada pessoa, cada lágrima, cada sorriso, cada foto, cada pontinho da minha cidade, cada abraço, cada aconchego, cada homenagem que recebo. Tenho 30 dias para reviver tudo isso. Parece uma contagem regressiva... Mas prefiro pensar que é uma contagem progressiva. Mais um dia com cada um de vocês, não menos um. E daqui a um mês, exatamente, estarei recomeçando a contagem: o primeiro dos 365 dias que passarei longe de casa, da família, dos amigos, de todos os meus amores, de quem não esquecerei em nenhum momento. Por maior que seja a dor da despedida e da separação, de imaginar tudo o que vai acontecer sem que eu possa estar por perto, este será o início de um novo ciclo de vida. Um período em que passo a enfrentar a vida de frente, a conhecer o mundo e pessoas que nem imaginava existir. Um grande desafio. Mais do que despedidas, quero guardar todos esses momentos como encontros e reencontros, quando eu terei a oportunidade de reunir pessoas queridas e compartilhar uma nova emoção em dar o primeiro passo sozinha.