“Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente… Se lembra quando a gente chegou um dia a perguntar se tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba? Mas nada vai conseguir mudar o que ficou. Quando penso em alguém, só penso em vocês e aí, então, tudo bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como estar, nem desistir nem tentar, agora tanto faz… Estamos indo de volta pra casa…”
18 dias. 15 cidades. 5 países. 5 idiomas. 11 estações de trem. 3 aeroportos. Muitas horas de caminhada, alguns euros a menos, experiências a mais… Um começo de férias como eu nunca podia ter imaginado ser capaz de planejar, organizar e realizar (somente nos meus sonhos eu me via em pleno verão passeando pelo sul da França!). Hoje sei que, apesar de ser a mesma de sempre, sou diferente. Mais independente, mais forte, mais confiante.
Ainda assim, no dia 03 de Agosto de 2009, há exatamente 11 meses após ter atravessado o Atlântico pela primeira vez, e a 14 horas do mais esperado dos reencontros (sim, estou no aeroporto neste momento), existe apenas um “lugar” no mundo em que eu possa imaginar estar. A minha família, os meus amigos, a minha cidade. Será que a saudade de quase 1 ano pode acabar em 5 semanas?
De todas as viagens, essa é a única sem roteiro definido. Importa muito mais o “quem” do que “o quê” vou encontrar por lá. Na minha lista, dessa vez, pessoas, ao invés de lugares (estes são ainda mais marcantes quando se está com alguém que ama). Provavelmente, quando postar essa mensagem já estarei no aconchego do meu verdadeiro lar, no colinho da mamãe e do papai, sob os “dengos” do irmão, das tias e dos amigos. Mas não podia deixar de registrar a ansiedade de 2 horas de espera no aeroporto Fernando de Sá Carneiro – Porto/Portugal. Mais 2 horas em Lisboa. Depois disso, apenas 9 horas me separam dos abraços de que tanto sinto falta.