Mais do que as palestras e mesas-redondas, foi bom conhecer pessoas novas (inclusive aquelas com quem falamos milhares de vezes por e-mail) e reencontrar velhos conhecidos. Parece até bobagem, mas não vou escon
der o orgulho que eu senti quando vi meu querido professor de Psicologia Social, Marcos Emanoel Pereira, da UFBA, apresentando seu trabalho aqui em terras portuguesas. E ainda mais, ter a oportunidade de matar as saudades, saber notícias do lado de lá e perspectivas para quando voltar.
Como o mundo não pára (e eu também não aguento ficar parada muito tempo), cheguei à Coimbra para uma parada estratégica pra rearrumar a minha malinha e, no dia seguinte, lá estava eu novamente, de partida. Às 06:15h da manhã, ônibus para Lisboa; às 10:40h, vôo para Dublin-Irlanda. Fui visitar o meu amigo Neville, ainda da época da escola, e reencontrar o meu amigo Jonas, da faculdade (o mesmo que eu encontrei em Frankfurt), que se casou no dia 30.01 com a Anna! Detalhe: fui mesmo "escondida", já que aqui não gostam nada quando os bolsistas saem da cidade, muito menos quando saem do país, durante a semana...
Logo que cheguei no aeroporto, a ansiedade era: o que é que esse povo da imigração vai me perguntar??? Vesti minha cara de paisagem, com um sorriso inocente, e avancei (como se eu realmente tivesse algo a temer ;-)... Mas nunca se sabe, depois de todas as histórias que ouvimos com os brasileiros... Bom, o rapaz qu
e me atendeu perguntou o que eu ia fazer lá, se era turismo, onde eu ia ficar (e nessa hora precisei dar o endereço do meu amigo, o que ele rapidamente utilizou para identificá-lo no banco de dados e me mostrar o seu retrato para confirmar se era mesmo ele). Em seguida, pesquisou qualquer coisa que eu não conseguia ver e, nesse meio termo, uma senhora do outro lado, sendo atendida por uma mulher, passava a maior dificuldade com o inglês, coitada... De repente, o meu atendente pergunta: "Você fala espanhol, português?" "No Brasil, falamos português, mas posso entender o espanhol também..." "Você se importa de traduzir o que nós precisamos que ela nos diga?" "Claro que não!". E a comunicação se tornou entre quatro. A atendente do outro lado falava em inglês pra mim e eu traduzia pra mulher que era também brasileira! E quando ela respondia, eu traduzia de novo pro inglês. E assim foi, o meu atendimento em meio ao dela, uma loucura! Quando pensei que ia terminar, o meu atendente chama a outra e faz cara de que tem algo errado. De repente, me pergunta: "O seu amigo está saindo da Irlanda em breve..." "Sim, eu sei, ele está indo para o Brasil, e eu só fico aqui por três dias." "Ah
, ok, então! Sorte a dele ir pro Brasil nessa época, não é?". Quando ele finalmente carimbou meu passaporte, eu, educada como sempre, ofereci-me para continuar prestando ajuda à pobre atendente e à pobre da brasileira que não falava inglês e estava sozinha (coitada!!!)... Ela tentava ligar pro marido que a estava esperando do outro lado, pra ele falar com o pessoal da imigração e nem isso conseguia. Enfim, ajudei no que pude e saimos juntas daquele lugar. Quer dizer, ainda fui chamada de novo, pra ganhar um chocolate!!! Eles me agradeceram muito pela ajuda e eu ainda entro na Irlanda com um chocolate dado pela imigração! Quem pode, pode! ;-)
Rapidamente, reencontrei o meu amigo do outro lado, me esperando. Sim, reencontro, praticamente 8 anos depois, desde a época em que saímos da escola... Mantivemos contato pela internet por um tempo, retomamos recentemente, mas o que essa vida de expatriado não faz, nada mais faz. De repente, todos os nossos conhecidos, novos ou antigos, tornam-se amigos de anos e ajudam a nos reconhecermos e identificarmos como do mesmo lugar... E passamos os três dias seguintes passeando pela cidade, indo aos pontos principais (bom, realmente não há nada tãããão turístico, mas a cidade é bonita e, acima de tudo, com movimento!!). Estava frio, mas nada tão insuportável como eu tinha imaginado (na dúvida, fui logo vestida com minhas botinhas de neve, três calças e três blusas, mais o casaco ;-). No domingo mesmo, encontramos o Jonas, a esposa Anna e a mãe d
ele D. Jane! Sabe Deus quando nos encontramos novamente, amigo, mas desejo sua felicidade do fundo do coração!
Bom, perguntei ao meu "guia" particular o que eu precisava experimentar típico da Irlanda. A resposta: se eu estava num pub, mesmo a festa sendo brasileira, eu tinha que experimentar a cerveja Guinness, claro! Ok, lá fui eu pegar uma Guinness. Um copo enoooorme de meio litro! A sede era tanta que até comecei a beber. Quem me conhece sabe como eu "gosto" de cerveja... Mas bebi assim mesmo, e quando vi, tinha bebido toda! Muito bem, pelo menos não estava sozinha...
Mas, se arrependimento matasse... Cheguei em casa super bem, mas já meio lerdinha, só queria dormir. E fui. No meio da madrugada, acordei com um enjôo insuportável, fui beber água e demorei mais uma hora pra conseguir pegar no sono de novo. De manhã, ainda passei o dia meio enjoada e sem nem querer ouvir falar o nome daquela cerveja! Tudo bem, nunca fui boa bebedora mesmo...
O tempo em Dublin é meio esquisito, chove, faz sol, neva, tudo em questão de minutos. E eu presenciei tudo isso, mudanças surpreendentes e repentinas... Fomos às avenidas principais, à Christ Church (catedral construída abaixo do nível do solo, para ser apreciada a partir do rio Liffey), ao Writters Museum, ao National Museum (museu de história e arqueologia, onde havia artefatos celtas, vikings, etc), à região do Temple Bar (de 1656), ao Phoenix Park (o segundo maior parque urbano do mundo), à Trinnity College... Não necessa
riamente nessa ordem. Mas deu pra aproveitar bem a cidade, mudar a rotina de Coimbra, viver novas experiências.
Da cidade fundada pelos vikings, originalmente chamada "Dubh Linn", ou Lagoa Negra (embora haja controvérsias quanto a essa tradução), o último reduto do mundo celta na Europa, vou guardar a aura mágica, esperando que o trevo de três folhas (sim, aqui são mesmo três e não quatro folhas o que dá sorte, e foi escolhido por St. Patrick como símbolo da Santíssima Trindade), o Leprechaun dos contos medievais (o duende que esconde um pote de ouro), e todas as fadas que eu possa ter visto ou não por lá, estejam sempre guardando boas surpresas e muita sorte para todos ;-)
Aliás, acho que a partir de agora, vou mesmo precisar! Daqui a pouco mais de uma semana, começa o Winter School e, portanto, devo "sumir" até meados de março (quando começa a corrida pelos estágios). Depois, acredito que o tempo vai voar (e eu, até o momento, vôo pro Brasil dia 03 de agosto!). Não sei, nem sei se quero saber o que me espera pela frente, mas aproveitar ao máximo é o que nos resta!
Como o mundo não pára (e eu também não aguento ficar parada muito tempo), cheguei à Coimbra para uma parada estratégica pra rearrumar a minha malinha e, no dia seguinte, lá estava eu novamente, de partida. Às 06:15h da manhã, ônibus para Lisboa; às 10:40h, vôo para Dublin-Irlanda. Fui visitar o meu amigo Neville, ainda da época da escola, e reencontrar o meu amigo Jonas, da faculdade (o mesmo que eu encontrei em Frankfurt), que se casou no dia 30.01 com a Anna! Detalhe: fui mesmo "escondida", já que aqui não gostam nada quando os bolsistas saem da cidade, muito menos quando saem do país, durante a semana...
Logo que cheguei no aeroporto, a ansiedade era: o que é que esse povo da imigração vai me perguntar??? Vesti minha cara de paisagem, com um sorriso inocente, e avancei (como se eu realmente tivesse algo a temer ;-)... Mas nunca se sabe, depois de todas as histórias que ouvimos com os brasileiros... Bom, o rapaz qu
Rapidamente, reencontrei o meu amigo do outro lado, me esperando. Sim, reencontro, praticamente 8 anos depois, desde a época em que saímos da escola... Mantivemos contato pela internet por um tempo, retomamos recentemente, mas o que essa vida de expatriado não faz, nada mais faz. De repente, todos os nossos conhecidos, novos ou antigos, tornam-se amigos de anos e ajudam a nos reconhecermos e identificarmos como do mesmo lugar... E passamos os três dias seguintes passeando pela cidade, indo aos pontos principais (bom, realmente não há nada tãããão turístico, mas a cidade é bonita e, acima de tudo, com movimento!!). Estava frio, mas nada tão insuportável como eu tinha imaginado (na dúvida, fui logo vestida com minhas botinhas de neve, três calças e três blusas, mais o casaco ;-). No domingo mesmo, encontramos o Jonas, a esposa Anna e a mãe d
Bom, perguntei ao meu "guia" particular o que eu precisava experimentar típico da Irlanda. A resposta: se eu estava num pub, mesmo a festa sendo brasileira, eu tinha que experimentar a cerveja Guinness, claro! Ok, lá fui eu pegar uma Guinness. Um copo enoooorme de meio litro! A sede era tanta que até comecei a beber. Quem me conhece sabe como eu "gosto" de cerveja... Mas bebi assim mesmo, e quando vi, tinha bebido toda! Muito bem, pelo menos não estava sozinha...
Mas, se arrependimento matasse... Cheguei em casa super bem, mas já meio lerdinha, só queria dormir. E fui. No meio da madrugada, acordei com um enjôo insuportável, fui beber água e demorei mais uma hora pra conseguir pegar no sono de novo. De manhã, ainda passei o dia meio enjoada e sem nem querer ouvir falar o nome daquela cerveja! Tudo bem, nunca fui boa bebedora mesmo...
O tempo em Dublin é meio esquisito, chove, faz sol, neva, tudo em questão de minutos. E eu presenciei tudo isso, mudanças surpreendentes e repentinas... Fomos às avenidas principais, à Christ Church (catedral construída abaixo do nível do solo, para ser apreciada a partir do rio Liffey), ao Writters Museum, ao National Museum (museu de história e arqueologia, onde havia artefatos celtas, vikings, etc), à região do Temple Bar (de 1656), ao Phoenix Park (o segundo maior parque urbano do mundo), à Trinnity College... Não necessa
Da cidade fundada pelos vikings, originalmente chamada "Dubh Linn", ou Lagoa Negra (embora haja controvérsias quanto a essa tradução), o último reduto do mundo celta na Europa, vou guardar a aura mágica, esperando que o trevo de três folhas (sim, aqui são mesmo três e não quatro folhas o que dá sorte, e foi escolhido por St. Patrick como símbolo da Santíssima Trindade), o Leprechaun dos contos medievais (o duende que esconde um pote de ouro), e todas as fadas que eu possa ter visto ou não por lá, estejam sempre guardando boas surpresas e muita sorte para todos ;-)
Aliás, acho que a partir de agora, vou mesmo precisar! Daqui a pouco mais de uma semana, começa o Winter School e, portanto, devo "sumir" até meados de março (quando começa a corrida pelos estágios). Depois, acredito que o tempo vai voar (e eu, até o momento, vôo pro Brasil dia 03 de agosto!). Não sei, nem sei se quero saber o que me espera pela frente, mas aproveitar ao máximo é o que nos resta!