sábado, 10 de dezembro de 2011

Águias

“Certas aves, como os falcões e as águias, tem características muito especiais, sempre foram mencionadas nas tradições como símbolo de poder e sapiência. Ao contrário das outras aves, quando vêem uma tormenta, vão diretamente de encontro a ela, não se escondem, nem ficam agitadas, abrem suas asas poderosas e velozes e enfrentam a tormenta, superam as nuvens negras, a tempestade, os choques elétricos provenientes dos raios. Sabe por quê? Porque sabem que acima, para além da tormenta, está o brilho do Sol! (Talal Husseini, em Paz Guerreira)

Qual a sensação de terminar de ler um livro de mais de 700 páginas? Acho que a mesma de começar… Sobretudo se, mesmo em meio à ficção e aventura, ele te faz refletir sobre algo, te desperta algo de bom.
E de todas as passagens que marquei, a que transcrevi acima é uma das que mais me disse pelas entrelinhas. 

Quero ser mais águia. Na verdade, acho que todos queremos. Precisamos. Quero mergulhar nas elevadas profundezas das nuvens carregadas, na certeza de que logo elas já não estarão à minha frente. Quero caminhar em toda e qualquer tempestade, mesmo contra o vento, em meio a raios e trovões, na certeza de que logo a chuva vai passar e os primeiros raios de luz aparecerão.

Quero, acima de tudo, e todos os dias, encontrar o brilho do Sol como quem o vê pela primeira vez na vida. E, mesmo à noite, conseguir vislumbrá-lo no reflexo da Lua, esta que hoje está especialmente bela, especialmente próxima, especialmente iluminada.

Quero aproveitar cada sensação sobre as minhas “asas” e me descobrir voando livre, feliz outra e mais outra vez, sem amarras, sem temores, sem grades à minha volta, apenas com o vento, as nuvens e o cheiro da liberdade.

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