Fabiana Mascarenhas, do A TARDE
09/05/2009
Há quem diga que não existe relação mais fiel, forte e duradoura como é a ligação entre mãe e filho. Prova disso é que, em muitos casos, basta um olhar, uma observação dos gestos para que elas possam intuir que há algo de errado acontecendo com a prole. Não à toa, a frase “intuição de mãe não falha” é comum. Mas, embora alguns defendam que o amor entre mãe e filho é um instinto, uma tendência feminina nata; outros acreditam que depende, em grande parte, de um comportamento social, variável de acordo com a época, os valores individuais e os costumes. Por isso, neste Dia das Mães, o Ciência&Vida questiona: O instinto materno é um sentimento inerente à conduta de mulher ou algo que se desenvolve com o tempo? A feminista francesa Elisabeth Badinter, autora do livro Um Amor Conquistado: O Mito do Amor Materno, questiona a idéia de que o amor das mães seja inato. Longe de ser avessa a crianças – teve três filhos – para Badinter, dois fatores estão ligados à formação desse possível mito: a necessidade de assegurar a sobrevivência dos descendentes e a idealização da figura da mãe, a fim de que certa completude se fizesse sentir entre a mãe e a criança. Não se trataria, segundo ela, de instinto, pois o afeto se formaria da convivência e seria algo conquistado.
(...)Vínculo – A sexóloga e coordenadora geral do ProSex, Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, explica que esse vínculo é fisiológico. “Quando a mulher dá a luz, ela libera na corrente sanguínea uma substância chamada ocitocina, um hormônio que potencializa as contrações uterinas. Esse hormônio é responsável por esse vínculo, é fundamental no desenvolvimento do afeto, daí a necessidade de proteger e acolher os filhos“, explica Carmita. A ocitocina é produzida por uma glândula encontrada em uma região do cérebro chamada hipotálamo – a mesma que regula as emoções. O simples toque da mãozinha ou da cabeça do bebê sobre a mama da mulher, durante a amamentação, estimula a liberação desse hormônio. Daí a explicação para a sensação de calma, satisfação e alegria que a mãe experimenta enquanto nutre seu filho.Estas reações não ocorrem nos homens, segundo os pesquisadores, porque a testosterona, que eles produzem em altas quantidades, tende a neutralizar os efeitos da ocitocina, enquanto os estrogênios femininos aumentam sua produção.
(*Reportagem na Íntegra: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1142916)
A todas aquelas que vivem essa missão de gerar, amar, criar e educar um ser humano, a minha admiração. Àquelas que, mesmo não sabendo o que fazer, uma vez agindo, conseguem ser as melhores. E insubstituíveis. Que sejam todas cada dia mais abençoadas e tenham a oportunidade de ver seus filhos crescerem, voarem, voltarem e serem felizes. Que tenham sempre mais coragem para enfrentar os pequenos desafios, questionamentos e dúvidas do dia-a-dia. E que sejam muito felizes, não somente por hoje, mas por toda a vida!
Je t'aime par toute l'eternité, maman!
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